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Se por aí houver quem considere NECROSE uma banda recente,
certamente não ficará indiferente ao currículo activo desta banda emergente
no cenário Death Metal português. Por escrito, Micael (vocalista) deu livre curso
aos seus pensamentos e opiniões. Aqui fica uma amostra da essência de
NECROSE. BTTG –
Antes de mais, poderias apresentar-te e à tua banda aos possíveis leitores da
Back to the Grave? Micael – Hello!!! Sou o Micael Olímpio, vocalista
dos NECROSE! Para quem ainda não tenha conhecimento, os NECROSE são uma banda
de DEATHMETAL, oriundos da cidade mais alta de Portugal (Guarda), formada nos
últimos meses de 1999. O primeiro ensaio veio a acontecer no mês de Janeiro
de 2000. Nessa altura, a banda era formada pelos actuais membros, ou seja,
Micael Olímpio (voz) o Daniel Simão (Guitarras) e o Rui Gil (Baixo) e mais o
JP (ex-baterista). Com essa formação entrámos em estúdio para gravar a PROMO
2001, que viria a sair em meados de 2001, sensivelmente. Fizemos alguns
concertos aqui na zona e também na zona norte. No final desse mesmo ano, o JP
decide abandonar a banda e a restante formação tenta procurar um baterista
mas, vendo isso como uma tarefa quase impossível na zona, decidimos continuar
com bateria programada. A partir da altura em que começámos com a bateria
programada, começámos a dar concertos, e ainda tivemos tempo para dar um pulo
ao “GRAVE” Studio em Braga para gravar 4 temas com o Pedro Alves como
produtor, temas esses que irão sair num Split-CD com GOLDENPYRE, AGONIZED e
os NEOPLASMAH (segundo informações recentes). Entretanto também fizemos uma
mini tournée (September To Dismember – tour 2003) com os GOLDENPYRE pela
Europa Central e Europa de Leste, mais precisamente por países como a França,
Bélgica, Polónia e República Checa. De volta a Portugal, fizemos mais alguns
concertos na zona norte do país e por fim acabámos no festival “Butchery At
Christmas time – Part IV”. BTTG –
NECROSE não é uma banda recente nem está a dar os primeiros passos no meio
musical português. No entanto, até à data, apenas lançaram um registo sonoro,
nomeadamente a auto-financiada Promo
2001. Quais têm sido as reacções ao vosso lançamento? Sentem já a
necessidade de lançar um novo registo, para que as ‘massas’ conheçam o vosso
estado actual?
Em relação a um novo
registo, tal como perguntas, é claro que sentimos a necessidade de termos algo
novo cá fora! Apesar de não fazermos lançamentos para “massas”, sentimos
mesmo falta de um registo cá fora. Mas nós não gostamos de estar presos a
“timings” pois as coisas têm de ser feitas “com pés e cabeça”. Mas a verdade
é que tivemos o azar de o lançamento do Split-CD se ter atrasado, e também
temos tido alguns concertos, o que nos deixa pouca disponibilidade para a
composição, mas penso que isso tudo vai ser colmatado a curto prazo. E posso
já dizer-te que este próximo ano vai ser bastante frutífero em termos de
lançamentos, pois o Split-CD deve sair até meados deste ano (espero eu), e é
claro que vamos lançar novo material. Contudo, acho que, se
as pessoas quiserem ver o nosso estado actual, basta irem a um concerto nosso
para poderem constatar que brutalidade, agressividade, e puro Death Metal por
aqui não falta! BTTG –
Nos últimos tempos, a imagem de marca de NECROSE tem sido a caixa de ritmos.
Apesar de amigável, a saída do baterista causou uns certos dissabores nos
planos da banda. De que modo tem esta situação afectado a projecção da banda,
que reacções têm obtido ao vivo e que medidas têm tomado para colmatar
eventuais falhas? Micael – Imagem de marca?! A caixa de
ritmos?! Penso que, apesar de tudo, os outros elementos têm-se esforçado para
colmatar a falha do baterista, mas neste momento também não nos preocupamos
demasiado com o impacto que a caixa de ritmos possa provocar ao vivo. Mas
aquilo que para nós conta é que nós não desistimos, apesar de muitas pessoas
na altura pensarem e até desejarem que o fizéssemos, mas quem nos conhece
realmente, sabe que nunca o faríamos. É lógico que no início
prejudicou-nos bastante pois tivemos de parar cerca de oito meses, mas como
podes ver voltámos em força! E digo ‘no início’, não só pelo facto de termos
ficado sem baterista, mas também pelo facto de cancelarmos uma tournée que
nos levaria a Espanha, Bélgica e França, que teve de ir por água abaixo. Em relação às reacções
do público, têm sido boas, pois quem já nos conhecia diz que estamos melhor
assim, mas é lógico que há pessoas que podem ficar um pouco mais confusas,
visto isto não ser muito usual em Portugal. O facto de
continuarmos com a caixa de ritmos não quer dizer que não tenhamos o desejo
de ter um baterista real, pois é lógico que é algo que procuramos, mas quem
sabe alguém que leia esta entrevista nos contacte no sentido de tocar
connosco ou a gente não apareça com um por aí um dia destes… Em relação a medidas
para colmatar, não me parece que se possam ter muitas, pois é algo que só os
restantes membros e a sua música te podem fazer esquecer, ou a mentalidade
das pessoas. BTTG –
Que actividades têm desenvolvido no sentido de apoiar e divulgar o vosso som?
Consideras o universo metálico português suficiente para as vossas ambições, ou
estais aptos a apostar na internacionalização? Micael – Temos
utilizado todos os meios que toda a gente a
priori utiliza, como por exemplo zines, webzines, newsletters, rádios,
distribuidoras, enfim… temos utilizado de tudo um pouco!!! E isto fazêmo-lo
dando a conhecer o nosso som a essas pessoas através do suporte áudio (k7) ou
flyers, dando a conhecer a banda. Em relação à
internacionalização, penso que não se trata única e exclusivamente de
ambição, mas sim de um caminho natural que as coisas têm, mas isso também tem
de ser procurado pelos elementos da banda. Pois tem se dar a conhecer o que
se faz por cá e que na maioria dos casos isso não acontece só por haver
alguma distribuição do material por esse mundo fora. É preciso que as bandas,
editoras, distribuidoras, newsletters, zines, magazines, webzines, promotores
se unam e mostrem o que se faz por cá, pois podes acreditar que temos muito
boas bandas cá só que ou não procuram ou não lhes dão a oportunidade de se
darem a conhecer lá fora. Pelo menos foi aquilo que nós fizemos aquando da
Tour com os GOLDENPYRE. Tentámos levar material áudio lá para fora de quase
todas as bandas portuguesas, para dar a conhecer a outras pessoas que em
Portugal também se faz música extrema e/ou Brutal! E posso dizer-te que muita
gente procurou bandas de Portugal e demos-lhes estas bandas a conhecer. Agora
falando de NECROSE, posso até dizer-te que esgotámos outra edição da nossa Promo 2001, mas já temos mais para
podermos espalhar a brutalidade e o pânico. BTTG – Algum
dos membros de NECROSE tem projectos paralelos e/ ou está, de algum modo,
envolvido em actividades que visem promover a cena metálica? Micael – Todos nós
estamos envolvidos em actividades paralelas à banda! Ajudamos sempre o
pessoal aqui da zona na realização de concertos, organizamos o Butchery, etc.
O Rui Gil (baixista), tem uma distribuidora que é a World Wide Mystica, e
agora mais recentemente a editora Exorcize Music (que lançou recentemente o
CD de GOLDENPYRE Decrepidemic). O
Simão (guitarrista), actualmente é também guitarrista dos conterrâneos DEITY
OF CARNIFICATION e de um projecto mais recente que são os RAW DECIMATING
BRUTALLITY. Eu trato de cenas de divulgação da banda e não só, tenho uma
pequena distribuidora de sonoridades mais extremas, coisa que faço mais por
“hobby”, para apoiar…enfim vai-se fazendo sempre qualquer coisa. BTTG –
Grandes bandas têm surgido em Portugal nos últimos tempos, Micael – Sim, têm
aparecido muito boas bandas por aí. Embora não conheça todas as bandas, mas conhecendo
a maioria, posso dizer-te que tudo o que diga respeito ao Underground deve
ser alvo de atenção. Mas no que diz respeito ao Death metal em Portugal,
sejam recentes ou não, assim de momento aconselho: AGONIZED, DEITY OF
CARNIFICATION, GOLDENPYRE, BLEEDING DISPLAY, FUNGUS, GROG, THERIOMORPHIC,
DEAD MEAT, MORBIUS, UNDER FETID CORPSES, entre outros…. Penso que, a nível
geral, o Underground português não está assim tão mal como dizem. Mas podia
estar muito melhor, aliás como já esteve. Isto acontece, porque há muita
rivalidade entre muita gente. O que até nem percebo bem o porquê, mas
adiante…. Quanto ao facto de me
perguntares se é um conceito inexistente, o que te posso dizer é que, embora
alguns o considerem assim, eu não o considero, pois sempre me mantive na cena
“Underground”, e sempre lutei por ela e para que não desaparecesse. E como eu
fiz e continuo a fazer, também muita gente o fez e continua a fazer. Pelo que
logo por aí não mostra inexistência, mas sim resistência, se assim lhe
poderemos chamar. Acho que a palavra
“renovação”, não é a mais correcta a aplicar! Precisa-se, isso sim, é de
LUTAR! BTTG – No
seguimento da pergunta anterior, parece-me quase inevitável desafiar-te a
elaborar um festival de bandas portuguesas (sabendo de antemão que tens
experiência neste campo). Actualmente, que bandas reunirias? Qual a tua
opinião relativamente à generalidade dos festivais ‘underground’ que têm
vindo a ser organizados em Portugal? Micael – Apesar de nós
organizarmos um festival ao nosso gosto, que é o “Butchery at christmas
Time”, na Guarda, festival esse que é unicamente dedicado a apresentar bandas
de Death Metal, Brutal Death e Grindcore e que é de carácter anual, e que
como tal o nome indica é realizado na época do Natal, penso que fora e dentro
dos estilos que atrás mencionei existem boas propostas em Portugal. Como
sempre fazemos, tentamos trazer algumas das melhores propostas de bandas
nacionais dos géneros, para o festival. Mas agora voltando ao
centro da questão há por aí muitas boas bandas, que sem dúvida fariam um bom
festival tais como: DEITY OF CARNIFICATION, AGONIZED, FUNGUS, MORBIUS,
THERIOMORPHIC, GOLDENPYRE, DEAD MEAT, GROG, BLEEDING DISPLAY, SACRED SIN,
PITCKBLACK, IN THA UMBRA, HEMATOMA, DRAKKAR, enfim, seriam muitas…. Quanto aos festivais
“Underground” que têm havido em Portugal, penso que muitos são bons, há
pessoas a esforçarem-se para fazer uma boa cena. Mas também existem festivais
de que não sou muito apologista, pois as pessoas não se esforçam para dar
condições tanto a bandas como a espectadores. A força de vontade é essencial,
mas há outras coisas a que tem de se dar importância aquando da realização de
um festival, e que muitas vezes acaba por não acontecer. E muitas vezes
acaba-se por misturar muitos estilos, o que em Portugal não resulta muito
bem. BTTG –
Torna-se inevitável constatar que a Guarda (por extenso, a Beira Baixa) é um
núcleo de bandas Death e/ou praticantes de som mais extremo. Consideras as
paisagens graníticas da cidade mais alta de Portugal como factores favoráveis
ao recrudescimento da violência sonora nesta região do país ou este fenómeno
deve-se, do teu ponto de vista, a outras variáveis? Micael – Primeiro
deixa-me situar-te bem geograficamente. A Guarda é uma cidade da Beira Alta. A
Beira Baixa é mais abaixo, abarca cidades como a Covilhã, Fundão e Castelo
Branco. Estas cidades, ou seja, Castelo Branco, Fundão, Covilhã e Guarda
formam a Beira Interior. Tens de vir cá mais vezes para estes lados para te
dares conta desses pormenores e aproveitar aquilo que há de bom nesta região!
Já sabes que falta de convite não há! [Damn Geography… - M] Tens razão, nesta zona
é só brutalidade! Apesar de termos bandas a praticar outros estilos, o Death
Metal é aquele que mais se destaca. Quanto ao facto das paisagens graníticas
serem factores favoráveis a que se faça som brutal e violento, penso que será
assim até certo ponto, pois um serrano é sempre um serrano e adora o sítio
onde habita, a Serra da Estrela. E é claro, que a massa e a imponência granítica
do Maciço Central, está de alguma forma presente nas pessoas, mas agora
objectivamente falando nos músicos que compõem Death Metal, todos aqueles que
conheço, e conheço todos, gostam da serra, talvez por isso é que o sonoro
parece “grandes calhaus” a rolar por montanhas abaixo devido à sua coesão e
peso. Mas há outras
variáveis, como o verdadeiro espírito Underground que muita gente perdeu e
aqui se conserva, pelo menos grande parte do pessoal daqui conserva! Isto,
aliado ao facto de nós termos noção de que existia uma tendência para
“menosprezar” o Interior e as suas gentes, mas provámos que conseguimos fazer
música de qualidade, tal como em qualquer parte do globo. E aqui quando
alguém pega num instrumento é para devastar, ou seja, para tirar proveito
dele, pois a vida aqui é muito difícil e por vezes não há capacidade
financeira para se ter certas coisas mas quando há hipótese, “aí vem
cartucho”, pelo menos daquilo que observo. Deve-se também ao facto de que o
pessoal aqui nesta zona cresceu a ouvir bandas de Death e Brutal Death Metal
e Grind «old school», portanto é natural que pratiquem essa sonoridade! BTTG –
Que actividades têm vindo a ser desenvolvidas na zona da Guarda, Covilhã e
Fundão? Micael – Têm sido várias as actividades. Na sua maioria
são concertos, que são organizados por pessoal aqui da zona ligado a bandas,
editoras, zines, e rádios. Temos também um programa de rádio na Covilhã que
já tem cerca de 19 anos de actividade que é o “Purgatório Metálico”, que
continua a difundir os sons mais pesados. Mas temos também por vezes jantares
que de certa forma reúnem muita gente, que diz respeito ao Underground
nacional e de vez em quando há também festas de Metal em bares. BTTG –
Sendo tu o autor das letras de NECROSE, que mensagem pretendes veicular
através desse meio? Sentes a necessidade de satisfazer ambições intelectuais
através das letras ou a menção a gore
e entranhas é, a teu ver, um tema inesgotável e plenamente satisfatório? Micael – Claro que
qualquer compositor de letras, ao escrever, está a satisfazer o seu
intelecto, pois ele está a transcrever as suas opiniões, sentimentos,
experiências de vida, entre muitas outras coisas. E é precisamente isso que
eu faço nas letras de NECROSE! Apesar de o “Gore” ser uma fonte de inspiração
para mim, também os meus sentimentos, opiniões e “loucura” estão subjacentes
nas letras. Embora a meu ver o tema “Gore” não seja esgotável e seja
satisfatório, também tenho a necessidade de lhe acrescentar algo meu, pois
isso é o que torna as letras minhas, ou seja, algo de particular. Todas as letras têm
uma mensagem mais directa ou menos directa. Existe sempre uma mensagem a
entregar ao ouvinte e essa pode ser interpretada de muitas formas. Na
verdade, só o escritor do tema sabe o que sentiu, ou o que queria dizer ao
escrever uma certa letra. Mas tu depois podes lê-la e dar-lhe uma
interpretação muito diferente. Nas letras de NECROSE
há um vínculo à sátira, que é onde entra o componente “gore”. Há também a
alusão a rituais macabros, que muitas vezes ligamos à sexualidade. Existe
também muito sangue, carne e demência à mistura. A revolta do que se passa no
nosso mundo, devido às religiões e afins também não passa ao lado, pois temos
de fazer algo para combater essas “prisões mentais”. Enfim, isto tudo para
te dizer que NECROSE tem muito sobre a vivência, reflexões, ideias nas suas
letras. Não nos fechamos a dar uma mensagem só sobre um assunto, pois ainda
há muito que imaginar e fazer para que as coisas se fechem num só assunto.
Tudo é viável. Mas sempre com um espírito maquiavélico, sangrento e
crítico. BTTG –
Sei, também, que és um ávido leitor e adepto da velha guarda do contacto
tradicional com correspondentes. Qual é a tua opinião relativamente aos novos
meios de comunicação e ao modo como os hábitos se têm alterado (incluindo
promoção e divulgação de bandas)? Micael – Sim, sempre
fui e sempre serei adepto desse tipo de contacto! Já o faço desde o início da
década de noventa. Sabes, nessa altura era eu ainda um puto, o “underground” funcionava
assim e funcionava muito bem. Agora muito poucos o continuam a fazer, mas
ainda se faz! Eram os flyers, eram as zines, newsletters, etc….E dessa forma
o contacto que se fazia era mais directo, mais pessoal. Tenho até ainda
amigos que vêm dessa época e que continuam a utilizar esse tipo de contacto.
Tudo bem que é mais moroso, mas tem também outras vantagens. É diferente!
Contudo, os novos meios de comunicação também são muito bons a nível de
divulgação/promoção de bandas, isso sem dúvida alguma, é mais rápido e
consegues fazer chegar a informação num ápice e possivelmente a um número
maior de pessoas. Basta que tenhas uma mailing list bem recheada de
contactos. Mas desses contactos Mas, para sintetizar,
esta é a minha opinião, a minha maneira de pensar, gosto e tenho prazer a
fazer as cenas assim, mas também utilizo as novas tecnologias, pois estas sem
dúvida são um bom instrumento de trabalho, no que quer que diga a respeito a
informação. BTTG – A
que tipo(s) de literatura te dedicas? Quais são (alguns d)os livros que mais
te marcaram até hoje? Já agora, qual é o livro que está na tua
mesa-de-cabeceira? Micael – Eu leio quase
de tudo, ou pelo menos tento! Leio desde livros, jornais revistas, zines,
newsletters, enfim tudo o que eu ache que vale a pena ler. Gosto de estar
informado e alargar os meus conhecimentos e de ter a minha opinião, embora
muitas vezes não me reste muito tempo para o fazer, pelo menos tanto quanto
desejava. Não tenho nenhum livro em especial, mas
houve uma obra que é o Anticristo,
da autoria de Friedrich Nietzsche, que me despertou mais atenção, se calhar devido
ao facto de um professor no ensino secundário me ter dado um trabalho para
fazer sobre análise filosófica e para o realizar tive de aprofundar o estudo
da obra e do autor que eu escolhera, que viria a ser, a acima referida. Mas
tenho outros autores que já li que me cativaram bastante como por exemplo o
H.P. Lovecraft, e o grande louco Goethe, entre outros. Quanto ao livro que
tenho em cima da minha mesa-de-cabeceira, na verdade não existe lá nenhum
pois só lá reside um despertador que por sinal não é muito meu amigo, mas
posso dizer-te que, na prateleira, além de dicionários está Crimes D’Amour do conhecido Marquês de
Sade escrito em Francês, mas também ainda não tive tempo para o acabar de
ler, e um livro que tenho andado a ler sobre noções elementares de Som ao
vivo. BTTG –
Que mensagem consideras urgente veicular para a comunidade metálica
(portuguesa e internacional)? Micael – Não se deixem
levar por ideias, políticas extremistas e religiosas de merda!!! Acreditem em
vocês próprios. É preciso lutar, para que o underground seja mais forte, mais
unido! Deixem-se de merdas tipo ”Não vou aquele concerto porque é muito
longe”, ou, “Não compro fanzines porque não vale a pena”. Apoiem tudo aquilo
que puderem, como bandas, concertos (nem que seja no buraco mais escondido),
newsletters, zines, magazines, programas de rádio, editoras, distros, etc,
etc…. Apoiem-se uns aos outros, e verão que conseguem fazer uma cena
“Underground” muito mais potente. Lutem por aquilo que faz parte da vossa
vida: o METAL! O metal não é uma moda, nunca foi nem nunca o
será! Apoiem o verdadeiro UNDERGROUND! STAY
FUCKING BRUTAL!!!!!!!! By Morgana (e-mailed)- Back To The Grave March 31, 2004 Photos –Necrose 2004 |