Dicionário |
As combinações de influências tanto no Drum and Bass quanto no House, jazz ou qualquer outro são INFINITAS, por isso não esquecer que os termos são apenas para efeito de curiosidades culturais e não para serem levados à risca, porque, antes de tudo, o que importa é a música, independente de rótulos. Tudo faz parte do Drum and bass, e rótulos devem servir para prateleiras, e não para dividir a scene.
- Junglist - A origem é jamaicana. A gíria jungle (selva) era usada para caracterizar os locais onde a vida não era fácil, violenta e perigosa como os guetos e favelas. Locais onde a única lei era a lei da selva. Hoje o 'junglist' é qualquer um que curta o drum´n´bass: produtores, djs e os fãs. Felizmente já não é necessário viver em condições precárias para ser considerado um verdadeiro junglist. Basta amar o drum and bass.
- Clownstep/Nu Jump Up - Termo utilizado numa conversa entre os produtores Keaton e Dylan enquanto ouviam Dillinja - Twist 'Em Out. Keaton disse a Dylan que imaginava um batalhão de palhaços invadindo a pista ao som da música, e Dylan deu-lhe o nome de 'Clownstep'. Hoje chama-se Clownstep a maioria das músicas que contem o baixo 'sino' com wobble.
Editoras do estilo: Formation, Full Cycle (pós 2003), True Playaz (pós 2003) 'Embaixadores' do clownstep: Twisted Individual, Clipz, Distorted Mindz, Baron
- Atmospheric - Termo usado para definir o estilo criado pelo selo Good Looking (pré 2002). Antes esse estilo era chamado de Intelligent (inteligente), porém devido ao nome ser considerado elitista o Atmospheric turnou-se sinónimo do estilo actualmente. Hoje a Good Looking já quase não lança músicas dentro dessa linha.
Editoras do estilo: Good Looking (pré 2002), Fokuz, Covert Operations, Warm Communications
'Embaixadores' do atmospheric: LTJ Bukem, Skanna, Invisible Man, Big Bud, PFM, Seba, ASC
- Tech-Step - Surgido por volta de 1995, partindo de editoras como Emotif Records e Nu U Turn, onde deixava de lado os amen breaks clássicos do jungle privilegiando uma batida simples e seca, seguindo influências da sonoridade eletronica mais clássica alemã. Timbres minimalistas e baixos distorcidos completavam o pacote. O estilo foi se moldando e dando origem a vários sub-géneros que vieram a ocupar o seu espaço.
Editoras do estilo: No-U-Turn, Prototype, Emotif, Renegade Hardware.
'Embaixadores' do tech-step: Nico, Ed Rush, DJ Trace, Fierce, Ryme Tyme, Dom and Roland, Future Forces
- Neurofunk - Termo usado para o tech-step após 1997 que tinha os seus beats funky, privilegiando mais a perfeição técnica de cada elemento do que a construção de beats mais ousados. Também a presença de synths com forte influência techno, tentando sempre desenhar médios com timbres futuristas e sombrios.
Editoras do estilo: No-U-Turn, Virus, DSCI4, Audio Blueprint, Subtitles, Underfire.
'Embaixadores' do neurofunk: Optical and Ed Rush, Kemal and Rob Data, Noisia, Cause 4 Concern, Stakka and Skynet, Black Sun Empire
- Liquidfunk - Termo inventado por Fabio (dono do selo Creative Source) num dos seus programas na radio BBC1. O estilo tem sempre uma atmosfera mais calma, com bastante ambiente trabalhado, baixos muitas vezes acústicos e/ou bastante melódicos, e muitas vezes com samples de funk dos anos 60/70.
Editoras do estilo: Creative Source, Hospital, Good Looking (pós 2002), Defunked
'Embaixadores' do liquidfunk: Carlito, High Contrast, Flytronix, Primary Motive, Calibre
- Drumfunk - Termo usado para músicas onde o 'foco' principal é a batida, onde o produtor acha um funk dos anos 60/70, pega o trecho com a batida limpa e o remonta em um DnB tentando recriar o 'clima' original da batida e da música. O resto da música pode ter um clima mais pesado ou mais forte variando de produtor para produtor.
Selos do estilo: Paradox Music, Outsider, Reinforced (pós 2002), Inperspective, Offshore, Droppin Science
'Embaixadores' do drumfunk: Paradox, Danny Breaks, Macc, Fanu, Fracture, Neptune
- Sample - No dicionário, Amostra, Prova. Em música, sampling ou o acto de samplear, significa apropriar-se de um fragmento sonoro (seja uma musica, a voz de uma pessoa, uma conversa, um barulho de liquidificador, etc) e reutilizá-lo numa nova produção. O mesmo termo pode ser usado noutras formas de arte.
- Boooh! - Grito entusiasmado, dado pelo público ou MC da noite, quando após a entrada de uma faixa ela cause um grande impacto na pista, com ênfase em uma linha de baixo forte 'como um soco'.
- Rewind - Após um DJ mixar uma faixa que é muito popular e receber um retorno muito especial da pista de dança é comum ele parar o disco e girá-lo ao contrário rapidamente com as mãos, deixando que a faixa seja tocada do começo, especialmente quando a faixa possui uma introdução interessante ou diferente.
- Dubplate - Acetato prensado por unidade. Leva-se um DAT, CD ou MD (ou qualquer outro media) e a gravação é transferida para uma prensa de vinil onde será confeccionado o dubplate que poderá ser cortado em 10 ou 12' (polegadas), peso aproximado de 400g. O disco deverá ser tocado por tempo limitado, pois como se trata de um acetato, processo anterior ao vinil, ele traz essa desvantagem. Geralmente, os dubplates são prensados para que os DJ's 'testem' as músicas na pista antes de seu lançamento, sem ter que fazer uso de medias digitais.
- Test Press - Primeiro passo numa produção do vinil em larga escala. Fazem-se Test Pressings (teste de prensa ao pé da letra) para verificar a qualidade sonora da música quando é gravada no vinil para ver se a equalização está boa, se a masterização está boa, se o volume esta bom, etc.
- Promo - Segundo passo na produção do vinil em larga escala. Um promo seria um vinil normal sem a arte final. São fabricados em pequena escala (cerca de 1000 cópias) para distribuir nas lojas e ver o quanto é vendido num determinado periodo de tempo. Com esse dado na mão a editora/distribuidora pode ter uma idéia de quantas cópias deve fabricar para venda. Estes discos trazem como caracteristica o selo do disco inteiramente branco (além das capas sem arte) e são bastante disputados em lojas, por trazerem músicas que serão supostamente lançadas semanas ou meses depois.
- VIP - Versão geralmente exclusiva de uma faixa. É feita pelo próprio autor da música para amigos próximos ou apenas para si mesmo, surpreendendo a pista acostumada a ouvir a versão lançada de uma faixa de sucesso. Ocasionalmente a versão 'VIP' atinge tal sucesso que para não perder a oportunidade de vender discos o autor lança a faixa num novo disco. Versões 'VIP' também podem ser releituras feitas pelo próprio autor das suas faixas muito antigas, dando-lhe uma imagem moderna para ser mais facilmente mixada com as novas tendências do estilo.
- Single - Single é um termo usado para denominar um unico vinil onde o número de faixas varia. No techno um single pode conter 4 ou até mais faixas. Porém no DnB um single normalmente tem 2 faixas.
- EP - Abreviação de 'Extended player'. Maior que um single, menor que um LP, poucos discos, 2 ou 3, geralmente temático, podendo ser um showcase de uma editora ou dum artista, com produções diferentes por disco mas não um álbum completo.
- LP - Abreviação de 'Long Player'. Várias faixas, acima de 4, que formam uma representação geral da produção de um artista ou selo, geralmente considerado o ponto alto de um artista que irá ali expor sua obra formando um lançamento que irá representar sua personalidade e suas habilidades na totalidade. Pode ser temático, no caso de um selo, ou 'autoral' quando o autor tenta mostrar e explorar uma de suas facetas em estúdio.
- MC - Improvisador que irá tentar criar rimas em cima das músicas e tem como função animar mais ainda a pista, levantando a vibe do público e até mesmo pedindo rewinds.